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CASTRO, D. Luiz de

(n. em 1868; m. em 1928)

 

Engenheiro Agrónomo formado pelo Instituto Superior de Agronomia, Ministro de Estado, Deputado da Nação, Vereador da Câmara de Lisboa, Lente Catedrático do Instituto Superior de Agronomia, sócio efectivo da Academia de Ciências de Lisboa, escritor e jornalista.

 

Desde muito novo começou a escrever para o Jornal do Comércio e em várias revistas de agricultura como o Portugal Agrícola, que dirigiu, a Agricultura Contemporânea, a Revista Agronómica, a Gazeta das Aldeias, a Vinha Portuguesa, a Vinha Americana, a Agricultura Moderna, a Charrua, o Século Agrícola, etc. Tomou a seu cargo as crónicas agrícolas do Diário de Notícias, onde durante 10 anos se empenhou em mostrar a necessidade de promover o avanço da agricultura.

 

Muito novo tornou-se chefe de serviço na Escola Superior de Agronomia e Veterinária, actualmente designado por Instituto Superior de Agronomia (ISA), passando posteriormente a lente.

 

As suas actividades em prol da agricultura nacional foram múltiplas. Promoveu os Congressos Vinícolas de Lisboa de 1895-1900, representou Portugal na Exposição Universal de Paris em 1900 e em vários Congressos Agrícolas Internacionais. Publicou vários trabalhos dedicados à temática agrícola e sindical. Promoveu com Cincinnato da Costa, para a Exposição de Paris, a obra Le Portugal au point de vue agricole, onde colaborou com artigo «Le crédit agricole et le mouvement associatif rural».

 

D. Luís de Castro dedicou-se com fervor ao movimento associativo rural. Aquando da aprovação da lei sobre o crédito agrícola e caixas económicas pelo ministro Brito Camacho, percorreu o país realizando conferências com o intuito de esclarecer e fazer propaganda destas novas ideias. Em 1908 foi Ministro das Obras Públicas. Nesta ocasião elaborou várias propostas de lei, ignoradas na altura. Foram elas: o inquérito sobre as forças económicas; a criação do Ministério da Agricultura; a criação do Instituto do Trabalho; o incitamento à cultura do arroz; a extensão da rede telefónica; o crédito agrícola; o aproveitamento da água para a produção de electricidade, etc.

 

Após a implantação da República foi inicialmente afastado e perseguido pelos círculos governamentais, tendo, no entanto, desempenhado vários cargos políticos, posteriormente.

 

 

 

 

In Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Lisboa; Rio de Janeiro: Editorial Enciclopédia Lda., [195-]. Vol. XVIII, pp. 960-962.

 

Publicado:

2007-09-21 12:58:45

   
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